segunda-feira, 3 de maio de 2010

Os cuidados que as grávidas devem tomar com os dentes

Os cuidados que as grávidas devem tomar com os dentes Muitas mulheres acreditam que, por estarem grávidas, não podem ir ao dentista. Pelo contrário: elas podem e devem freqüentar o dentista na época da gestação

Que é necessário cuidar da higiene e da saúde bucal a maioria das pessoas já sabe. Mas e as grávidas? Sempre bate aquela dúvida em relação aos cuidados que a gestante deve tomar com seu corpo e com a saúde dos dentes. As grávidas podem ou não fazer tratamentos dentários? O que a gravidez muda nos dentes?

Na verdade, os cientistas não conseguiram provar a existência de alguma alteração nos dentes das grávidas, como por exemplo, a perda do cálcio e o conseqüente enfraquecimento da estrutura dental. Porém, já foi comprovado que ocorrem mudanças hormonais nas novas mamães no período de gestação, as quais influenciam a saúde bucal. “A alteração hormonal durante a gravidez aumenta a vascularização da gengiva e pode manifestar-se através de gengivite e/ou sangramento gengival com ou sem dor. Esse fato poderia gerar medo de escovar para evitar o sangramento e/ou a dor, e resultando no descuido da grávida com relação à higiene de seus dentes facilitando a instalação das doenças bucais.”, explica a Dra. Maristela Lobo.

Muitas mulheres acreditam que por estarem grávidas não podem ir ao dentista. Pelo contrário: elas podem e devem freqüentar o dentista na época de gestação. A especialista Maristela Lobo afirma que a única contra indicação são para os procedimentos que necessitam de anestesia, ou que causam estresse e dor. Porém, isso é só durante os três primeiros meses de gravidez. Esses procedimentos, que podem ser adiados, devem ser realizados no segundo trimeste da gravidez. No último trimeste da gravidez, a posição na cadeira do dentista pode ser desconfortável, mas não existe contra-indicação.

Não há restrições para os tratamentos dentários em gestantes, mas é importante estar sob os cuidados de um dentista informado sobre quais substâncias usar em uma paciente grávida. “As cirurgias de exodontia de terceiros molares, implantes, cirurgias estéticas de gengiva, enxertos e clareamentos, por exemplo, devem ser adiados para a fase pós-amamentação.”, finaliza a Maristela.

sexta-feira, 26 de março de 2010

Tratamentos para sensibilidade nos dentes

Experimentar um docinho ou tomar uma bebida geladíssima em pleno verão pode ser um martírio para muita gente. O primeiro gole ou mordida é geralmente associado a um terrível incômodo nos dentes.

As razões para sensibilidade que chega intensa e vai passando aos poucos podem ser várias, mas sem dúvida é um sinal para buscar o consultório dentário.

"Algumas dores que ocorrem na cavidade bucal são muito parecidas. Uma cárie pode doer tanto quanto um siso infeccionado. Por isso, a qualquer sinal de dor, é imprescindível a visita a um profissional", alerta o ortodontista Leandro Lukacsak.

A sensibilidade acontece por conta da exposição da dentina (parte que se encontra abaixo da camada de esmalte do dente e abaixo da gengiva) ao frio ou calor, isso quando as suas camadas de proteção são danificadas ou desgastadas. Para entender melhor, Vivian Farfel, especialista em Ortodontia e Ortopedia Facial, esclarece que os tecidos que recobrem a raiz dos dentes são degradados, expondo desta maneira a dentina - tecido duro, resistente, que apresenta como propriedade a sensibilidade. "Quando a raiz do dente fica sem proteção, milhares de canalículos que compõe a dentina ficam expostos e sujeitos às agressões do meio externo como calor, frio ou pressão. A todos estes estímulos, o nosso organismo responde com dor".

Os profissionais associam o incômodo ao deslocamento da gengiva (retração gengival) causada pela escovação errada. "Forte fricção da escova de cerdas duras sobre o tecido da gengiva". Também por problemas periodontais como gengivite (inflamação na gengiva) ou periodontite (inflamação no periodonto por completo, gengiva e osso). "A retração da gengiva não provoca a perda do dente, mas é imprescindível que as causas da sensibilidade sejam tratadas o quanto antes", ressalta o implantodontista Roberto Aranda.

Outros motivos fazem parte da lista, entre eles, trincas no esmalte por conta de choques térmicos de alimentos e/ou bebidas, bruxismo, refluxo, bulimia, hipertireoidismo e outras doenças que reduzem o fluxo salivar, ou ainda pela ingestão de alimentos muito ácidos.

Cada motivo determina o nível de sensibilidade e, por consequência, o tratamento necessário. Entre os mais comuns está o uso do enxaguatório bucal com flúor, isso para quem tem uma leve sensibilidade. "Há também a aplicação de flúor tópico pelo próprio dentista, que tem a função de proteger os dentes. Mas se a dor for um sinal de cárie usamos o flúor verniz", destaca Aranda. Em muitos casos, os profissionais trabalham com o laser. "A laserterapia tem a função de estimular as mitocôndrias que servem para dar energia e renovação às células. Com as células renovadas e mais fortes, a sensibilidade também é eliminada", conclui.

Quando há um desgaste por abrasão ou início de cáries, os profissionais também indicam cremes dentais desensibilizantes, que vedam os canalículos evitando a dor. Farfel diz que estes cremes possuem como ingredientes Fluoreto de Sódio, Nitrato de Potássio, Citrato de Potássio ou o Cloreto de Estrôncio, associados ou não. Mas antes de sair comprando um creme dental específico é necessário observar as causas exatas da sensibilidade e sempre manter a revisão odontológica em dia.

Novas tecnologias para tratamento ortodôntico

A ortodontia é a ciência que estuda a etiologia, desenvolvimento e tratamento das más oclusões e trabalha com a movimentação dos dentes em direção a posicionamentos considerados mais estéticos, funcionais e estáveis.
Os aparelhos ortodônticos são as ferramentas com as quais o ortodontista põe em prática o plano de tratamento elaborado especificamente para cada paciente. É muito importante lembrar que os aparelhos ortodônticos não trabalham sozinhos. A maior parcela do sucesso do tratamento ortodôntico depende de um diagnóstico bem feito, de um plano de tratamento adequado, da formação do especialista e de sua experiência clínica, além da colaboração do paciente.
Existem várias técnicas dentro da Ortodontia. O especialista, de acordo com sua formação e experiência, escolhe a de sua preferência. Normalmente cada técnica apresenta variações próprias da aparelhagem ortodôntica. Você não imagina a quantidade de informações que uma simples “pecinha metálica” (bráquete) pode apresentar!


BRÁQUETES AUTO-LIGÁVEIS
São aparelhos ortodônticos cujo bráquetes são os mais modernos e com maior tecnologia existente atualmente. Este sistema dispensa o uso de borrachinhas ou metais para prender o arco no braquete, pois apresenta um encaixe próprio que fixa o arco. A grande vantagem deste sistema é a diminuição do atrito entre o fio ortodôntico e o braquete, tornado possível a utilização de forças mais leves, porém constantes nos dentes realizando dessa forma o movimento dentário mais rapidamente. Assim, é possível diminuir o tempo total do tratamento, alem do fato de não precisar ir todo mês ao ortodontista.
O Sistema de braquetes auto-ligável é mais do que um novo produto – é um conceito completamente novo que proporciona um posicionamento dentário ideal e uma melhoria na simetria da face, diminuindo às vezes necessidade de extrações dentárias, expansão palatina e reduzindo o número de cirurgias dos maxilares.
Amplamente fundamentada em dados científicos com comprovado sucesso no tratamento corretivo de casos complexos, também permite melhores condições de planejamento e execução dos tratamentos ortodônticos.
Resultados fantásticos são alcançados com redução significativa do tempo de tratamento e do número de consultas, desta forma, o paciente tem maior conforto do que no sistema ortodôntico convencional.
O novo tratamento assenta em 3 pilares fundamentais:
· Brackets Auto-ligados passivos ou ativos que oferece baixa fricção, maior conforto e melhor higiene.
· Nova tecnologia em arcos que usam força mais leve e necessita de menos ajustes
· Menor necessidade de mecânicas invasivas como extrações de dentes, expansão palatina rápida e eliminação do arco extra-oral.
Pretende-se criar lindos sorrisos e harmonia facial com protocolos de tratamento simples, mas não simplório como faz a ortodontia convencional.
As maiorias dos casos com extração são feitos para criar espaço de modo a eliminar o apinhamento. Mas como fica a face, as raízes dos dentes e os tecidos moles?
Com a filosofia Bio-adaptativa (auto ligavel) usam-se forças leves para converter o apinhamento em desenvolvimento lateral posterior dos maxilares, permitindo um posicionamento ideal dos dentes e uma melhor estética facial.
Também existe a evidência científica que este tipo de abordagem resulta numa menor reabsorção radicular e melhor resposta dos tecidos moles e da face.
Visite seu cirurgião-dentista regularmente e saiba mais sobre essa novidade na odontologia estética.

Um sorriso largo garante uma vida longa, revela estudo





AFP- Washington



Quanto mais largo o sorriso e mais profundos os vincos em volta dos olhos quando se sorri, mais longa será a vida do indivíduo, revela um estudo publicado esta semana na revista Psychological Science.

Cientistas chefiados por Ernest Abel, da Universidade Wayne State, em Michigan, estudaram 230 fotos de jogadores da principal liga de beisebol americana que começaram a jogar antes de 1950 e as agruparam de acordo com os tipos de sorriso.

Os jogadores foram classificados segundo os critérios "sem sorriso" - quando apenas olhavam inexpressivamente para a câmera -, "sorriso parcial" - quando o sorriso envolvia apenas os músculos ao redor da boca - ou "sorriso total", quando o sorriso envolvia a boca, os olhos e ambas as bochechas pareciam levantadas.

As fotos foram tiradas do Registro de Beisebol de 1952, uma lista de informações profissionais com dados e estatísticas sobre os jogadores, como ano de nascimento, índice de massa corporal, estado civil e tempo de carreira, os quais refletem a forma física.

O volume de estatísticas permitiram aos cientistas controlar outros fatores que poderiam afetar a expectativa de vida dos jogadores.

Entre os jogadores falecidos a partir de 1º de junho do ano passado, os da categoria "sem sorriso" viveram uma média de 72,9 anos, os com "sorriso parcial", 75 anos, e os de "sorriso total" viveram, em média, 79,9 anos, demonstrou o estudo.

"Considerando que a intensidade do sorriso reflete uma disposição emocional interna, os resultados deste estudo correspondem aos de outros que demonstram que as emoções têm um vínculo positivo com a saúde mental, física e a longevidade", destacou.

No entanto, não ficou claro para os pesquisadores se os jogadores sorriram espontaneamente ou se o faziam a pedido de algum fotógrafo.

De qualquer forma, a proporção de indivíduos com sorriso largo - 23 - foi muito menor a daqueles com sorriso parcial ou sem sorriso (64 e 63, respectivamente), o que indica para os cientistas que mesmo que os sorrisos tenham atendido a um pedido, sua intensidade refletiu a "disposição geral interna" do jogador.

sábado, 6 de março de 2010

Medicina estética e ortodontia se aliam em estratégias de rejuvenescimento facial

A saúde e harmonia dentofacial estão diretamente aliadas à beleza


Lifting, botox, preenchimento... Quem não quer disfarçar as marcas do tempo e aparentar ser mais novo do que a idade dos documentos? Atualmente isso é possível e são várias as opções que a medicina estética facial oferece. Mas é importante lembrar que nem sempre esses paliativos são suficientes. Muitas vezes é necessário aliar esses tratamentos a outro diagnóstico: o da ortodontia e ortopedia facial. A saúde e harmonia dentofacial estão diretamente aliadas à beleza.

O que acontece é que os tratamentos não-cirúrgicos (e por isso menos invasivos) avançaram muito e têm proporcionado melhorias significativas na aparência, principalmente das mulheres, que procuram mais essas soluções. Além disso, respeitam mais o biotipo de cada um. Mas apenas a ortodontia estética pode alterar a harmonia craniofacial do paciente - também sem intervenção cirúrgica. Um tratamento potencializa os efeitos do outro: o sorriso fica mais expressivo e harmônico, influencia na harmonia de todo o rosto.

Tanto a ortopedia facial quanto a ortodontia tratam o rosto, reorganizando e normalizando a região dentofacial. Normalizações dentofaciais ajudam a satisfazer as expectativas das pessoas interessadas em rejuvenescer sua face como um todo. É sempre interessante lembrar, então, que um rosto rejuvenescido pede - como complementação muitas vezes imprescindível - um sorriso também estético, harmonioso e com uma aparência jovem, mas sempre compatível com a faixa etária de cada um. A recíproca é também verdadeira: um novo e jovial sorriso pede, muitas vezes, uma complementação quanto ao aspecto da face. O segredo é sempre manter a unidade e a naturalidade do rosto, respeitando todas as suas características, em compatibilidade com as diversas faixas etárias.

Resultados de melhoria facial conquistados através da utilização dos modernos recursos terapêuticos das especialidades citadas costumam fazer muito bem à aparência facial de cada um, com reflexos diretos e uma significativa melhoria e elevação da auto-estima, da qualidade de vida e do bem-estar.

Gerson Köhler - Especialista em Ortodontia e Ortopedia Facial

terça-feira, 2 de fevereiro de 2010

Folião com Saúde bucal se diverte mais

O carnaval está intimamente relacionado a alegria, mas também a excessos. Para que nada atrapalhe seu sorriso durante a folia, a Associação Brasileira de Odontologia (ABO) recomenda não descuidar da saúde bucal, importante para a saúde de todo o corpo.

Incidência da doença do beijo aumenta no carnaval – Cerca de dois bilhões de bactérias habitam uma única gota de saliva. Além delas, um vírus, o Epstein-Barr, que causa a mononucleose infecciosa, precisa apenas do contato direto da mucosa com a saliva contaminada para ser transmitido – nada que um bom “beijo de língua” não resolva. “Não é à toa que a mononucleose infecciosa é conhecida como a doença do beijo”, lembra a estomatologista Maria Carméli Sampaio, consultora da ABO, que diz que o aumento da incidência da doença após o carnaval é notório nas clínicas de infectologia e nos consultórios odontológicos.

A doença do beijo é caracterizada por mal-estar, febre, dor de cabeça e de garganta, aumento de gânglios, ínguas no pescoço e inflamação leve e transitória do fígado (hepatite). Para evitar todos esses problemas, Carméli sugere uma vida sem excessos. “Como se trata de um vírus, é importante que o indivíduo não tenha baixa resistência imunológica, alimente-se e durma bem, consuma complementos vitamínicos e outros”, destaca a estomatologista. Segundo a especialista, o mesmo vale para outras doenças que podem ser transmitidas pelo beijo, como tuberculose, hepatite e sífilis. “Uma higienização oral freqüente ajuda a evitar outros problemas, como a transmissão de cárie, que também se aproveita da troca de salivas”, completa.

Sexo oral e DSTs: mais intimidade, mais riscos – Se o beijo pode ser uma via de transmissão de doenças, o sexo oral , por envolver contatos mais íntimos entre os organismos envolvidos, é uma via expressa, deixando o corpo à mercê de uma série de riscos. O cirurgião-dentista é capacitado para diagnosticar doenças sexualmente transmissíveis (DSTs) na cavidade bucal, prestando os primeiros esclarecimentos e encaminhando o paciente ao tratamento adequado.

Segundo Maria Carméli Sampaio, uma das DSTs de maior incidência após o carnaval é o condiloma acuminado, conhecido como crista de galo, lesão na esfera genital causada pelo Papilomavirus Humano (HPV). “É importante que o sexo oral também seja praticado com camisinha, porque os riscos de contágio dessa doença são grandes”, aconselha a especialista.

Outras doenças que podem ser mais facilmente transmitidas por via oral são a gonorréia, caracterizada por vermelhão, ardência e prurido na mucosa, e a sífilis, ferida indolor no lábio ou língua . Além dos cuidados antes – selecionando bem o parceiro – e durante – usando preservativo –, é importante não descuidar depois . A visita regular ao cirurgião-dentista pode ser decisiva por facilitar o diagnóstico precoce de diversas doenças relacionadas à cavidade bucal.

Drogas e saúde bucal não combinam – O abuso de álcool e outras drogas também se reflete na boca. “A mucosa bucal é uma ótima via de aplicação de medicamentos. Muitos deles são colocados sob a língua. O mesmo vale para o álcool, que causa descamação mais intensa da mucosa. O risco de queimaduras é grande”, alerta a estomatologista Maria Carméli Sampaio. Ainda segundo a consultora da ABO, o efeito solubilizante do álcool aumenta a permeabilidade das células da mucosa aos agentes carcinogênicos.

O consumo de outras drogas pode ser igualmente prejudicial. As inalantes (lança-perfume, éter, clorofórmio) , bastante populares no carnaval, além de perda de consciência e morte por parada cardíaca ou respiratória, podem causar queimaduras na boca, sensibilidade dentinária e maior probabilidade de problema periodontal.

Outra grande campeã de público no carnaval é a cocaína, especialmente entre os jovens. Em pesquisa realizada pelo Hospital das Clínicas em São Paulo com pacientes adolescentes internos, a cocaína, que provoca sensação de dinamismo e potência, é a segunda droga mais consumida, perdendo apenas para a maconha. “Além de todos os outros problemas mais conhecidos, o uso da cocaína pode causar erosão nos colos cervicais dos dentes, maior formação de cálculo, ressecamento da mucosa da cavidade bucal e maior incidência de descamação gengival ”

segunda-feira, 11 de janeiro de 2010

Terapia fotodinâmica poderá ser usada em odontologia

Valéria Dias / Agência USP


São Paulo - A terapia fotodinâmica, normalmente usada para o tratamento de alguns tipos de câncer superficiais, também pode ser usada para combater fungos e bactérias, tornando-se assim mais uma aliada no tratamento dentário. Na Faculdade de Odontologia de Bauru (FOB) da USP, um estudo inédito pretende usar a terapia fotodinâmica para controlar a desmineralização dentária por meio do combate a micro-organismos como o Streptococcus mutans, responsável pela cárie.

O autor do trabalho é o odontopediatra Thiago Cruvinel da Silva, pesquisador da FOB que atualmente realiza seus estudos na Academisch Centrum Tandheelkunde Amsterdam (ACTA), na Holanda, por meio de um doutorado sanduíche.

A terapia fotodinâmica -- também chamada de PDT (na sigla em inglês para Photodynamic Therapy) -- consiste em usar uma substância química capaz de deixar a bactéria sensível à luz (fotossensibilizador). O fotossensibilizador interage com o micro-organismo e depois a luz entra em ação, matando-o. Cruvinel utiliza como fonte de luz um LED (sigla em inglês para Light Emitting Diode, ou Diodo Emissor de Luz) que produz a cor vermelha.

O equipamento usado para emitir o LED foi especialmente desenvolvido para esta pesquisa pelo professor Vanderlei Bagnato, do Instituto de Física de São Carlos (IFSC) da USP.

O odontopediatra conta que os primeiros testes demonstraram que esse equipamento foi eficaz no controle de Streptococcus mutans e Enterococcus faecalis, bactérias previamente crescidas sobre superfícies de dentes bovinos.

O pesquisador lembra que apesar de a terapia fotodinâmica já estar sendo usada para tratar alguns tipos de câncer em hospitais do Brasil, ainda é preciso realizar inúmeros testes para usá-la em tratamentos odontológicos.

De acordo com o odontopediatra, existem outras questões envolvidas no trabalho como, por exemplo, saber se a terapia fotodinâmica pode causar algum dano à polpa dentária ('nervo do dente') ou quais os parâmetros mais adequados para controlar as bactérias.

Cruvinel acredita que em quatro ou cinco anos estarão disponíveis os primeiros resultados bem confiáveis de como utilizar essa técnica sem grandes riscos e obtendo os melhores resultados.