sexta-feira, 1 de outubro de 2010

Seu filho chupa o dedo?

Qual criança nunca chupou o dedo? O hábito, que surge quando o bebê ainda está na barriga da mãe, tem várias causas e as consequências podem ser severas. Pediatras estimam que pelo menos 18% das crianças entre dois e seis anos chupam o dedo. De acordo com o ortodontista e ortopedista-facial da Clínica Köhler Ortofacial, Gerson Köhler, a face é a região mais deformável de todo o corpo humano. “O desenvolvimento facial de uma criança é influenciado por componentes genéticos ou pela ação de fatores externos. A maioria das anomalias dentofaciais ocorrem devido a hábitos nocivos como a sucção de dedos, uso de mamadeira ou chupeta além dos três anos e até mesmo o costume de roer as unhas”, explica o ortodontista.

Este tipo de comportamento - pelas pressões inadequadas que causa - prejudica o crescimento dos ossos da face e consequentemente do posicionamento dos dentes nas arcadas. “Até os três meses de vida a criança leva o dedo à boca involuntariamente por algum reflexo ou fome, mas depois ela já tem controle deste movimento. O fato é que os primeiros anos de vida são fundamentais para o desenvolvimento da região bucal - responsável pela fala, mastigação, respiração, deglutição e sucção – e da face como um todo. Chupar chupeta ou os dedos depois dos 3 anos de idade prejudica o desenvolvimento facial da criança”, assegura Gerson.

Juarez Köhler, especialista em Ortodontia e Ortopedia Facial e que também faz parte da Clínica Köhler Ortofacial, aponta as consequências destes hábitos nocivos. “Dificuldade de fala, problemas respiratórios, alterações na musculatura facial, mordida aberta e/ou cruzada, ronco e até problemas emocionais e psicológicos”, ressalta.

O especialista afirma ainda que existem outros costumes como dormir com a cabeça em posição inadequada, morder objetos (canetas, lápis), apertar os dentes e manter uma postura incorreta da cabeça e do pescoço durante o dia que também podem influenciar negativamente no crescimento do rosto e na disposição dos dentes na arcada dentária.

Gerson recomenda aos pais ficarem atentos a alguns sinais de alerta que a criança pode apresentar. “Se a criança respirar pela boca é um alerta para procurar um ortopedista facial. Certamente o desequilíbrio muscular causado pela função inadequada - pois a respiração deve obrigatoriamente ser feita pelo nariz e não pela boca - mudará todo o comportamento da musculatura do rosto. Isso alterará a forma e o direcionamento de crescimento dos ossos, principalmente maxila e mandíbula”, esclarece.

É importante que, assim que os pais perceberam alguma alteração na criança, ela seja levada a um especialista para ter o diagnóstico correto e o tratamento adequado. “Quanto mais cedo, melhor. O tratamento do o crescimento e do desenvolvimento craniofacial pode ser complexo e exigir uma atuação multidisciplinar, com médicos e ortodontistas. O ideal é procurar um profissional da área da ortopedia facial ou ortodontia pediátrica para ser feito uma análise adequada”, finaliza Juarez.

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Quando começa um tratamento Ortodôntico

Às vezes, por fatores genéticos ou por hábitos de infância, como uso prolongado da chupeta ou chupar o dedo, ocorre um mau posicionamento dos dentes na arcada, fazendo com que algumas vezes a estética seja ruim e em outros, que haja prejuízo da função mastigatória, pela impossibilidade que estes dentes tortos articulam bem entre si. Pode acontecer também prejuízo da função fonética impedindo ou dificultando a correta articulação das palavras. Quando os dentes estão apinhados faz-se difícil sua higienização, o que acarretará, no futuro, a presença de cáries e, depois de certa idade problemas nas gengivas não adequadamente higienizadas. Isto tudo sem falar dos prejuízos estéticos que dentes tortos podem trazer, justamente numa fase em que a aparência é fundamental e fator de aproximação entre pessoas.



Nos diferentes estágios do problema, nas distintas faixas etárias e nos variados tipos de anomalias referentes ao posicionamento dos dentes, existem distintas maneiras de solucionar esse tipo de problema. Desde simples aparelhos para uso exclusivamente noturno, passando por aparelhos para uso contínuo, mas removíveis, por aparelhos extra-orais, por aparelhos fixos parciais ou totais, até a necessidade de extrações ou cirurgias para corrigir tamanho ou posiciona­mento dos maxilares. Quanto mais simples for o caso e quanto antes iniciar o tratamento, mais fácil será a solução e mais cômodos os métodos utilizados. Os aparelhos móveis, normalmente, requerem um tempo de utilização mais curto, diferentemente dos aparelhos fixos, que são colados nos dentes e quase sempre requerem tempo de tratamento mais prolongado, assim como as cirurgias, quer para extrações, como para correções, requerem período de preparação e idade certa para intervenção. Os tratamentos podem ser preventivos ou corretivos, de acordo com o caso e com a idade da pessoa.



Se os tratamentos indicados forem os preventivos, as despesas decorrentes serão bem menores e boas chances de solução dos problemas. Nos corretivos, com aparelhos fixos ou móveis, os valores serão maiores, se bem que distribuídos ao longo do tempo de duração do tratamento. Tratamentos iniciados na dentição mista, além de se gastar menos, têm a vantagem de serem os aparelhos mais cômodos e removíveis. Os resultados melhores aumentam nesta situação. Outra vantagem dos dias de hoje é que os aparelhos corretivos usados contam com opções coloridas, que dão uma aparência mais discreta. Ter uma dentição correta do ponto de vista da posição dos dentes é um benefício que se levará para o resto da vida.



Mesmo não suspeitando de problemas de posicio­namento dos dentes de seus filhos, não hesite em perguntar ao seu Dentista se ele necessita visitar um especialista para uma melhor avaliação. Esta pergunta, feita antes da adolescência, o ajudará a economizar tempo e dinheiro. O especialista certo para tratamentos de correção dos dentes é o ortodontista ou ortopedista facial. É a pessoa mais indicada para o tratamento, como também para dar um diagnóstico se é necessária ou não a utilização de aparelhos. Sendo necessário, não arrisque, procure um especialista, ou vários se quiser comparar preços e opiniões, mas não deixe de fazer o tratamento na idade certa, porque as opções com mais idade são bem menores.



RIBEIRO, AI. 100 Motivos para ir ao Dentista, Odontex, 2001

terça-feira, 3 de agosto de 2010

Doença periodontal e obesidade

Muitos médicos consideram que a obesidade é uma doença crônica. Sabe-se que os números relativos à obesidade estão aumentando nos Estados Unidos e que mais e mais jovens estão se tornando obesos devido à má-nutrição e hábitos pouco saudáveis. As pesquisas demonstram que obesidade aumenta o risco de hipertensão, diabetes tipo 2, artrite, doenças cardiovasculares, problemas respiratórios e câncer do endométrio, seios, próstata e cólon.1 Um estudo recente também demonstrou que a obesidade eleva o risco de doenças periodontais e que talvez seja a resistência à insulina que regula a relação entre a obesidade e as doenças periodontais.1 Descobriu-se também que os indivíduos com índice de massa corporal elevado produzem um nível mais alto de proteínas inflamatórias.1

Mais de 60% dos adultos americanos podem ser classificados como ?acima do peso? ou ?obesos?. Entre algumas populações de risco, como as mulheres afro-americanas, essa porcentagem é ainda maior, colocando essas pessoas entre aquelas com risco mais elevado em relação ao diabetes e doença cardiovascular. Algumas autoridades estimam que, de cada três americanos, dois estão acima do peso ou são obesos e mostram que as projeções futuras indicam um aumento na incidência da obesidade entre a população em geral.1

É muito importante que as pessoas entendam a epidemia de obesidade e tomem as medidas necessárias para tratar do problema, tanto em relação a si próprias e quanto em relação aos membros de sua família. Não é demais enfatizar a importância de uma boa nutrição e de exercícios físicos e esclarecer às pessoas o papel que a obesidade pode ter no desenvolvimento do diabetes, das doenças cardiovasculares e do câncer.

Os dentistas devem elaborar um histórico de saúde completo dos pacientes, examinar os problemas que indiquem as causas da obesidade e encaminhar o paciente a um médico para avaliação. Os dentistas devem também avaliar o estado da saúde bucal do paciente e propor um tratamento baseado no diagnóstico. É preciso também enfatizar a importância de reduzir a presença da placa bacteriana e a inflamação que ela provoca acima e abaixo da linha da gengiva. Além disso, é essencial reforçar os cuidados a serem tomados em casa e incentivar o paciente a usar regulamente o fio dental e a escovar os dentes duas vezes por dia com um creme dental com flúor que ofereça proteção antibacteriana.

© Copyright 2009 Colgate-Palmolive Company

Referência:

1. Grand Rounds in Oral and Systemic Medicine Vol.1, No 2, 2006, pp. 36 - 47

Por que devo clarear meus dentes?

Talvez você sempre quis ter um lindo sorriso branco. Ou talvez seus dentes amarelaram com o passar do tempo. Ou talvez você não esteja feliz com as manchas provenientes do café, chá ou refrigerantes de cola. Qualquer que seja sua razão de querer dentes mais brancos, você não está sozinho.

Assim como todos nós temos cores diferentes de cabelo e pele, as pessoas também têm coloração diferente dos dentes. Alguns dentes são mais amarelos que outros, enquanto outros amarelam com a idade. A cor natural de seus dentes também pode ser alterada por muitos fatores.

As manchas superficiais e descoloração interna podem ser causadas pelo:

O processo natural de envelhecimento.
Tabaco (fumar ou mascar), beber café, chá ou vinho tinto, e ingerir alimentos pigmentados como frutas vermelhas.
Acúmulo de placa ou depósitos de tártaro.
Ingestão excessiva de flúor (mais de duas partes de flúor por milhão de partes de água) quando os dentes estão se formando, o que confere ao dente uma aparência mosqueada.
Tratamento com antibióticos a base de tetraciclina durante a infância.
Trauma nos dentes pode causar coloração ou marrom, ou cinza ou preta.
Há muitas razões para clarear seus dentes, incluindo:

Maior segurança e auto-estima como resultado de um sorriso incrível.
Aparência mais jovem.
Um evento especial como um casamento, entrevista para emprego ou encontro de ex-alunos.
Causar uma primeira impressão positiva.
Simplesmente para reverter os anos de manchamento e amarelamento diários.
Sempre consulte seu dentista antes de iniciar qualquer processo de clareamento. Apenas ele poderá melhor avaliar se você está apto para se submeter a um tratamento em particular.

segunda-feira, 12 de julho de 2010

Tchau, chupeta! Tchau, mamadeira!

O que fazer quando se torna necessária a substituição ou total retirada dos bicos de mamadeiras e chupetas das crianças? Quando apegadas desde o nascimento, essa mudança pode gerar insegurança e estranhamento aos pequenos. Mas não são só eles que ficam apreensivos com o momento de abolir esses acessórios de suas vidas. Os pais também entram em pânico para fazê-lo de modo que não cause tantos traumas.

O momento certo

Segundo a fonoaudióloga Cristiane Pivante, a fase ideal para a retirada desses objetos deve ser por volta dos dois anos, quando a criança já deve ter uma alimentação compatível com a de um adulto. Assim, o leite deve ser oferecido em copos. Porém, a mudança tem de ser apresentada à criança bem antes. “Essa transição pode ser feita a partir de um ano de idade com bico no copo, passando para canudo, até chegar ao copo propriamente dito”, alerta Cristiane.

Problemas

Outros problemas – como a incorreta movimentação da língua durante a fala, a flacidez da musculatura facial e o estímulo à respiração bucal – podem aparecer com os maus hábitos bucais causados por: mamadeira; chupeta; e chupar o dedo. Quanto maior a duração, frequência e intensidade da criança ao fazer esses hábitos, maiores serão os danos. Problemas dentários também podem surgir.

Segundo a cirurgiã-dentista Renata Hajaj, o uso excessivo e prolongado da chupeta pode causar alteração na arcada dentária e na posição dos dentes. “Se o uso for até os dois anos, não haverá problemas, mas, se passar dos quatro anos, essa criança poderá ter problemas permanentes na arcada dentária, tendo de utilizar aparelhos de ortopedia funcional para correção até o nascimento dos dentes permanentes”, conclui Renata.

Seja qual for o método escolhido, tenha sempre em mente que o que está fazendo é para o bem e a saúde do seu filho. Nunca é cedo ou tarde demais para iniciar mudanças que trarão muitos benefícios positivos para a infância dele.

Confira algumas dicas para retirar a chupeta e a mamadeira sem transtornos:

- Se a criança estiver muito acostumada com a chupeta, comece substituindo o modelo convencional por um ortodôntico, que é menos prejudicial.

- Tire a chupeta da boca da criança assim que ela adormecer. Dessa maneira, ela vai se acostumando a ficar sem o objeto ou a usá-lo somente à noite.

- Não use prendedores de chupetas nas roupas das crianças. Isso incentiva o uso quando ela estiver acordada, prejudicando a fala.

- Se você deixou passar mais de dois anos, reforce a ideia de que crianças mais velhas não usam chupeta, nem mamadeira, pois elas adoram sentir que já são crescidas.

- Incentive a criança a dar todas as chupetas e mamadeiras para alguém. Vale Papai Noel, coelhinho da Páscoa, fada da chupeta. Mas não insista. Deixe que ela tome a decisão sozinha. Caso aceite, não volte atrás. Seja firme e ensine-a que nem sempre podemos reverter uma decisão.

- Por volta de um ano, substitua a mamadeira por um copo colorido com o qual ela possa sugar o leite com um bico nele e, aos poucos, trocar o bico por um canudo até a criança começar a beber leite no copo sem uso de nenhum acessório.

- Compre e personalize o copo ou a caneca, com o nome da criança ou de seu personagem predileto para estimular o uso, e ofereça o leite sempre nesse objeto.

- Deixe que ela peça a chupeta e a mamadeira nessa fase de transição. Se ela não pedir, é sinal de que está se acostumando a ficar sem esses acessórios.

- Nada de compensar com doces, nem de oferecer algo que ela queira muito para deixar a chupeta e a mamadeira. Isso pode gerar conflitos sérios mais adiante.

- Aproveite quando ela tiver um resfriado, porque é comum a criança não querer a chupeta pela congestão nasal, e tire-a de vista, dando somente se ela pedir.

- Use um brinquedo ou ursinho para essa transição, oferecendo à criança em vez da chupeta na hora de deitar.

- Converse com outros pais sobre o assunto. Às vezes, a troca de experiências pode ajudá-la a ter novas ideias para ajudar o seu filho.

- Faça mudanças no quarto da criança, como trocar o berço pela cama, ou altere a rotina da hora de dormir, explicando que, a partir daquele momento, chupeta e mamadeira não fazem mais parte dessa nova rotina.

- Não coloque substâncias ruins nos bicos, nem ameace a criança caso ela não queira deixar o hábito. Chantagem não vai ajudar em nada, pelo contrário, só vai atrapalhar.

- Se ela reagir muito mal à retirada, não desanime, nem volte atrás. Restrinja o uso da chupeta somente à noite, e o da mamadeira, uma vez ao dia, por exemplo.

- Elimine o hábito de substituir esses objetos por novos. Com o tempo e o desgaste dos materiais, pode ser que seu filho largue por si só a chupeta e a mamadeira.

- Pegue o calendário e estipule uma data para que isso ocorra e o lembre sempre de que ela está chegando, marcando com caneta colorida todo dia, pintando e colocando adesivos no “dia D”. Na data, faça um bolo ou uma sobremesa e comemore com seu filho, sempre incentivando e mostrando que uma fase foi superada e deixada para trás. Caso a criança aceite, já sabe, não a deixe voltar atrás. Aja com segurança, que seu filho vai sentir e confiar em você.

- Se ele frequentar a escolinha, peça ajuda às professoras e assistentes e não mande a chupeta e a mamadeira na bolsa da criança para incentivá-la a passar por esse período sem os acessórios.

- Não deixe seu filho substituir a chupeta pelo dedo. Chupar o dedo é mais prejudicial ainda, pois “empurra” os dentes para frente, prejudicando ainda mais. Nesse caso, peça orientação ao dentista ou odontopediatra para ajudar a resolver a questão.

- Converse com seu filho, explique a ele que é hora de deixar os acessórios e sempre demonstre muito amor, carinho e compreensão. Às vezes, não é preciso mais nada.

Por Miriam Temperani
Fonte: Revista Baby & Cia / ed.1.6

segunda-feira, 5 de julho de 2010

O perigo dos piercings

Argolas, labrets bolinha, barbel, captive, alargadores, nostril, banana bell, halteres… Essas palavras soam estranhas para você? Para quem é adepto dos piercings elas são muito familiares. Apesar dos riscos...

Piercing é uma palavra inglesa cujo significado é perfuração. Para o adolescente, piercing é maneira de expressar emoção, angústias, revoltas e outros estados de espírito. É muito popular porque conquistou a garotada que não tem coragem e nem autonomia para fazer uma tatuagem. Em São Paulo, a Lei N.º 9.828/97 proíbe a colocação de piercings e a realização de tatuagens em menores de idade, mesmo com o consentimento dos pais. A legislação se tornou um obstáculo para os adolescentes e um problema também, já que vários resolvem fazer a perfuração de modo caseiro e acabam por machucar o corpo, ao invés de adorná-lo.

Complicações em cena

Apesar do boom do piercing entre os mais jovens, “é bom estar atento para os perigos de infecção caso a perfuração seja feita de maneira incorreta, com instrumentos inadequados e sem as devidas condições higiênicas”, alerta o professor do CETAO.

O uso do piercing tem trazido sérios riscos de saúde para os adolescentes. O tempo de cicatrização varia de acordo com a região do corpo e, se não for bem colocado e mantido sob cuidados higiênicos, ele pode provocar complicações, desde reações alérgicas até doenças graves. Em último caso, doenças de todos os tipos podem ser transmitidas, inclusive a AIDS, se o material perfurante não for esterilizado ou descartável.

O risco de se contrair uma infecção por más condições de higiene e objetos utilizados no local de colocação do piercing é muito grande. O acessório pode ainda causar alergia em algumas pessoas, provocar uma lesão em estruturas como veias ou artérias ou ainda, levando às últimas conseqüências, uma necrose (morte do tecido ou de parte dele) na região acometida.

Existem também os riscos específicos de cada tipo de piercing. “O uso de piercings na cavidade bucal, especialmente na língua, traz riscos de aumento do fluxo salivar, dor, fraturas dentárias, impedimento da fala, hematomas, cistos, retração gengival, sangramento, lesões na mucosa e problemas em relação ao sabor dos alimentos. Trata-se de um corpo estranho no organismo, dificultando a fonação, a mastigação e a acomodação da língua”.

“Já os piercings dentais, feitos principalmente de pedras, só devem ser aplicados por dentistas. Sua instalação é completamente indolor e deve ser feita no consultório dentário que atenda a todas as normas de biossegurança, para evitar infecções, hepatites e a AIDS”, nunca se deve retirar o piercing sozinho.

Somente dentistas habilitados podem colocar e retirar o adorno dental, que pode ser fixado em qualquer dente, seja ele natural, de resina ou porcelana. Isso porque se tratam de adesivos, pedras e jóias que são apenas colados no dente com um fixador especial, sem trazer prejuízo algum ao elemento dental. Tal colagem é feita da mesma forma que se colam os bráquetes ortodônticos dos aparelhos fixos. “É iniciado com a aplicação de uma substância que deixa o dente mais áspero por alguns segundos, então, aplica-se a jóia com um produto adesivo, que é polimerizado por meio de uma potente fonte de luz”.

“Os cuidados com a higiene bucal auxiliam na vida útil do adereço. Mas, mesmo assim, com o tempo pode haver a formação de placa bacteriana e tártaro na região de contato do adesivo com o dente, sendo necessária a realização de uma profilaxia dental periódica. Cabe sempre reforçar a importância do acompanhamento do cirurgião-dentista”.


Portal SEGS.