sexta-feira, 28 de novembro de 2008

Ortodontia: banalização de tratamentos preocupa Abor

05/11/2008



A campanha busca esclarecer a população sobre os cuidados que devem ser observados antes de se iniciar o tratamento ortodôntico.

A grande preocupação da entidade é conscientizar o público de que a colocação de aparelhos exige conhecimentos específicos e que o mau tratamento pode trazer conseqüências sérias. Segundo o presidente da Abor, Dr. Ronaldo Veiga Jardim, problemas ortodônticos tratados de forma incorreta podem alterar a função mastigatória, gerar tensão excessiva na musculatura do complexo craniofacial, além de disfunções da articulação temporomandibular, ocasionando dores de cabeça e na face. "Podem, também, contribuir para a ocorrência de cárie dentária e doença periodontal", acrescenta.

O Dia D da Ortodontia, em nível nacional, foi planejado após o sucesso da campanha realizada em Goiânia, entre os dias 31 de julho a 2 de agosto, em um shopping da cidade. Cerca de 60 mil pessoas que passaram diariamente pelo shopping foram impactadas pela campanha.

Má-qualificação. "O grande número de profissionais de diversas áreas jogados semestralmente no mercado de trabalho, com formação pouco adequada devido à ausência de avaliação competente, tem trazido graves problemas para a sociedade", complementa Ronaldo Jardim. Uma vez formados, esses profissionais não terão colocação no mercado e buscarão a especialização como diferencial. Um tratamento realizado por um profissional qualificado reduz as possibilidades de insucesso, dando maior segurança ao paciente", revela.

O curso de formação em Odontologia não fornece conhecimentos profundos sobre Ortodontia corretiva. Para se tornar um especialista, é necessário que o cirurgião-dentista se submeta a um curso de especialização (pós-graduação) com duração média de dois a três anos. Para ter certeza de estar lidando com especialistas na área, basta conferir no Conselho Regional de Odontologia de cada estado.

Qualidade. Ronaldo Jardim afirma que a associação tem buscado, por meio de uma parceria com o Conselho Federal de Odontologia, a melhoria da qualidade da formação do especialista em Ortodontia, profissional este responsável pelo diagnóstico, prevenção e tratamento de anomalias dentofaciais. "O objetivo da Abor não é diminuir o número de cursos de especialização, mas buscar melhor qualidade na formação do ortodontista brasileiro para o melhor atendimento da comunidade", conclui.


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