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sexta-feira, 27 de janeiro de 2012

Dor de cabeça frequente e estalos ao abrir e fechar a boca podem sinalizar bruxismo

 

Não tratado, o problema pode levar à perda dos dentes e lesões nas articulações da mandíbula, com sérios prejuízos à mastigação.
O clichê sempre compara uma noite de sono tranqüilo à “dos anjos”, mas um distúrbio temporomandibular, conhecido popularmente como bruxismo, pode tornar o sonho em pesadelo. Caracterizado como um hábito de ranger e/ou apertar os dentes durante o sono, além de um barulho incômodo, o bruxismo pode causar diversos problemas à saúde, entre eles, o desgaste e amolecimento dos dentes.
De acordo com estudos epidemiológicos, cerca 90% da população apresenta sinais e sintomas do bruxismo, porém apenas de 5% a 20% destas pessoas têm consciência do problema. Segundo Rodrigo Godoy, dentista especialista em ortodontia da Odontoclinic, maior rede de clínicas odontológicas do País, grande parte dos pacientes só descobrem o bruxismo após outra pessoa presenciar o incômodo noturno, ou quando procuram assistência médica ou odontológica e os sinais já são visíveis.
Como detectar
A dor de cabeça é o sinal mais comum do bruxismo, mas sintomas como estalos ao abrir e fechar a boca, alterações no sono, dor e zumbido no ouvido e dores no pescoço, mandíbula e músculos da face podem sinalizar o problema. Ainda de acordo com Godoy, a disfunção está ligada a fatores genéticos, a situações de estresse, tensão, ansiedade, ou a problemas físicos como o fechamento inadequado da boca.
Não tratado, o distúrbio pode levar à perda dos dentes e lesões nas articulações da mandíbula, com sérios prejuízos para a mastigação. Nos casos mais graves podem ser gerados problemas ósseos. “Isso acontece devido a região não estar preparada para movimentos de tanta intensidade. Quem tem bruxismo chega a apertar os dentes 12 mil vezes durante a noite, enquanto uma pessoa comum faz o movimento apenas 280 vezes”, acrescenta Rodrigo Godoy.
Tratamento
Para o diagnóstico preciso, é indicada a realização de uma polissonografia, exame que avalia o comportamento durante o sono. O procedimento identifica o grau do distúrbio e orienta como deve ser realizado o tratamento. Atualmente, a terapia mais empregada para o alívio dos sinais e sintomas do problema é a utilização de placas interoclusais, um aparelho intra-oral confeccionado com resina acrílica que tem como função evitar o atrito entre os dentes superiores e inferiores. “Elas ajudam a restringir os movimentos dos músculos mastigatórios e a reduzir o atrito que provoca o desgaste e o abalo dos dentes, porém cada caso é analisado e cuidado de forma exclusiva com visitas freqüentes ao consultório”, explica o especialista. “Vale ressaltar que hábitos como, mascar chicletes, morder ou apertar objetos estranhos também devem ser eliminados durante o tratamento”, finaliza Godoy.
O portador de bruxismo deve constantemente visitar o dentista para que seja orientado pelo profissional. Até o momento, a cura permanente do bruxismo é desconhecida e aspectos relacionados ao tratamento e causas continuam sendo estudados.
Veja algumas dicas do especialista em ortodontia da Odontoclinic, Rodrigo Godoy, sobre hábitos que podem levar ao bruxismo e como detectá-lo.
Como saber se tenho Bruxismo?
Segundo o especialista, pessoas que têm bruxismo geralmente acordam com sintomas como:
- Músculos do rosto cansados, fatigados ou doloridos
- Dor de cabeça constante
- Dentes doloridos e com sensação de amolecidos
-Hábito freqüente de ranger os dentes a noite
- Percebem-se apertando os dentes durante o dia
-Apresenta dentes desgastados
O que pode levar ao Bruxismo?
- Morder lábios e objetos
- Roer unhas
- Interferências dentais
- Interposições linguais
- Parasitas do sistema gastrointestinal
- Deficiências nutritivas
- Distúrbios endócrinos
- Alergia pediátrica
- Estresse emocional ou ansiedade

terça-feira, 13 de dezembro de 2011

Novidades tecnológicas fazem dentistas detectar cáries antes ignoradas



Ritchie S. King
The New York Times


Sempre que um dentista perfura um dente com a broca, condena seu paciente a continuar fazendo novas restaurações por anos a fio, a avaliação tem que ser criteriosa!

Sempre que um dentista perfura um dente com a broca, condena seu paciente a continuar fazendo novas restaurações por anos a fio

Até 2010, Amelia Nuwer, de 22 anos, costumava ir ao dentista anualmente na sua cidade natal Biloxi, no Estado do Mississippi. E a cada ano ela recebia um atestado de que gozava de plena saúde bucal: segundo ele, não havia necessidade de fazer restaurações.
Quando começou a estudar na Universidade do Alabama, porém, ela foi a um novo dentista, que deu a ela seu primeiro diagnóstico negativo: ela tinha duas cáries. Seis meses depois, o mesmo dentista disse que ela tinha outras duas. No início deste ano, ela recebeu de novo uma má notícia: mais uma cárie.
De alguma maneira, em 12 meses, ela tinha se transformado de alguém que tinha uma saúde bucal perfeita em alguém que tinha cinco cáries. "Pensei que havia algo de errado comigo", disse ela.
O dentista de sua cidade natal, Francis Janus, também ficou surpreso. Ao examinar a paciente logo após ela se formar, concluiu que havia realmente "lesões cariosas incipientes", uma forma de cárie em estágio inicial conhecida por alguns dentistas como "microcáries".
"Ele disse que teria optado por não fazer as restaurações das microcáries", lembrou ela. "Fiquei chateada e irritada".
As cinco restaurações haviam lhe custado quase 500 dólares.
O caso de Amelia não é o único. Com tecnologias de detecção cada vez mais sofisticadas, os dentistas estão encontrando - e tratando - anormalidades dentárias que podem ou não se transformar em cáries. Enquanto alguns dizem que a iniciativa de tratar as microcáries constitui uma estratégia proativa para proteger os pacientes de maiores prejuízos, os críticos dizem que os procedimentos, além de desnecessários e dolorosos, apenas aumentam os custos dos atendimentos.
"A melhor abordagem é ficar à espreita", afirmou James Bader, professor e pesquisador da Faculdade de Odontologia da Universidade da Carolina do Norte. "É importante realizar novos exames a cada seis meses".
Além disso, sempre que um dentista perfura um dente com a broca, acrescentou Bader, "condena seu paciente a continuar fazendo novas restaurações por anos a fio".
Uma lesão incipiente de cárie é o estágio inicial de danos estruturais ao esmalte, normalmente causada por uma infecção bacteriana que produz um ácido que dissolve o dente.
A lesão nem sempre leva ao surgimento de uma cárie, causa pela dissolução da camada que fica abaixo do esmalte, conhecida como dentina. Há minerais que podem reparar essas lesões, sobretudo quando acrescidos de flúor.
Primeiros estágios
Muitos especialistas acham que não faz sentido fazer restaurações nos primeiros estágios de dissolução.
"Se a perda na parede de esmalte não estiver muito clara, não se deve preencher a cavidade", afirmou Bader.
No entanto, a maioria dos dentistas está propensa a fazer as restaurações. De acordo com um levantamento dos Institutos Nacionais de Saúde dos EUA, realizado em 2010, 63 por cento de mais de 500 dentistas americanos disseram que restaurariam um dente cariado que não tivesse progredido para além do esmalte, mesmo que o paciente tivesse histórico de boa higiene dental.
Tais restaurações costumam custar de 88 a 350 dólares, de acordo com pesquisa publicada em 2007 pela revista Dental Economics. De acordo com a American Dental Association, cerca de 175 milhões de restaurações são realizadas nos Estados Unidos a cada ano.
Os planos de saúde cobrem todas as restaurações, sejam de microcáries ou de cáries grandes, porque os dentistas são pagos pelos planos de saúde com base no trabalho que realizaram, e não nos sintomas que observaram.
"Em um mundo ideal, existiria um código de diagnóstico para cáries. Sabemos o que é um dente, sabemos o que é a superfície, mas não sabemos quão grave é uma cárie", comenta o Dr. John Yamamoto, vice-presidente da Delta Dental, importante associação da área de odontologia.
Divergências
Enquanto os dentistas diferem quanto à abordagem, a associação de dentistas oferece, intencionalmente, poucas orientações. Além de incentivar o uso de flúor e selantes dentais para prevenir cáries, ela evita fazer recomendações formais de tratamento e não tem uma política sobre o tratamento de cáries incipientes, ou da dissolução do esmalte, de acordo com um representante.
Douglas Young, dentista especialista em diagnósticos da Universidade do Pacífico, acha que a "ficar à espreita" não faz sentido.
"Se você fosse a um médico e ele diagnosticasse que você possui fatores de risco para um problema cardíaco, ele começaria a tratar os sinais iniciais da possível doença e tentaria prevenir males futuros", argumentou Young, que ajudou a desenvolver um sistema padronizado de avaliação de risco de cáries utilizado pela associação de dentistas.
Para encontrar cáries incipientes que não podem ser observadas com raios X ou a olho nu, os dentistas usam vários métodos novos e sofisticados de detecção, que incluem técnicas com fibra ótica e exames com laser infravermelho. Existe ainda um aparelho, chamado Diagnodent, que é um scanner de luz fluorescente capaz de identificar anormalidades na densidade do dente.
Mas obturar um dente com base em uma leitura feita com o Diagnodent "depende dos riscos envolvidos", segundo a Dra. Margherita Fontana, professora adjunta da Universidade de Michigan. As microcáries de um adulto com ótima higiene dental provavelmente estão menos propensas a se transformarem em cáries que devam ser obturadas do que as de um adolescente que bebe refrigerante o dia inteiro.
Porém, outros especialistas criticam o Diagnodent e outros dispositivos de detecção precoce de cáries porque tais aparelhos identificam regiões dos dentes que não estão realmente afetadas por lesões de cárie. Além do mais, mesmo com uma avaliação de riscos, é difícil saber se uma lesão verdadeira poderá se tornar uma cárie ou não.
"Não fica claro o que vai acontecer ao longo dos cinco anos seguintes", afirma Bader. "Ainda não há dados suficientes".
Gabriella Ribeiro Truman, 36 anos, que dirige uma agência de viagens em Nova Jersey, nunca teve uma cárie.
"Eu nunca passei por qualquer intervenção odontológica relevante e faço limpeza duas vezes por ano", contou ela.
Cerca de um mês e meio atrás, porém, ela foi a um novo dentista. Ele tirou algumas fotos em alta resolução de seus dentes e ampliou as imagens em uma tela. Ele identificou seis microcáries, além de uma sétima possível.
Ele disse que elas "poderiam se transformar em algo maior", lembrou Truman. "Eu poderia ter que passar por tratamento de canal e perder meus dentes".
"Você se sente desconfortável quando é colocada nessa posição", acrescentou.
O dentista lhe entregou um orçamento de 3.500 dólares para realizar as restaurações. O valor, elevado demais, a fez hesitar.
"Quer dizer que me transformei de alguém que tem uma ótima higiene dental em alguém que precisa de um tratamento assim?", questionou. "Eu prefiro ir a outro dentista antes de passar por isso".

terça-feira, 29 de novembro de 2011

Laserterapia alivia dores e aftas na boca de pacientes oncológicos

O tratamento realizado por dentistas, mas ainda desconhecido por pacientes, ajuda a reduzir os efeitos colaterais da quimioterapia e radioterapia e garante melhor qualidade de vida aos pacientes de câncer.


A odontologia avançada tem permitido aos dentistas não apenas detectar precocemente alguns tipos de câncer que se manifestam na boca, como também auxiliar no alívio da dor e no controle de efeitos colaterais da quimioterapia e da radioterapia. O tratamento, embora com eficácia comprovada na literatura internacional, ainda é desconhecido por muitos pacientes oncológicos. Prova disso é que, embora a Faculdade de Odontologia São Leopoldo Mandic ofereça esse serviço desde 2008, apenas 20 pacientes foram submetidos à laserterapia até hoje.


A laserterapia consiste basicamente na aplicação de laser nas úlceras, edemas, inflamações e hemorragias decorrentes da radioterapia e quimioterapia. De acordo com levantamento realizado pelos professores dos cursos de Especialização e Capacitação em Laser da Faculdade de Odontologia São Leopoldo Mandic, cerca de 40% dos pacientes submetidos à quimioterapia e 100% dos que recebem radioterapia de cabeça e pescoço desenvolvem a mucosite oral (aftas na boca), manifestada na forma de edema, sangramento e eritema (inflamação) na cavidade bucal. Essas úlceras praticamente impedem a boa alimentação do paciente devido à dor que o paciente sente ao ter contato com o alimento ou bebidas.


“A Laserterapia alivia a dor e melhora a qualidade de vida do paciente ao permitir que ele passe a se alimentar mais adequadamente, tenha um aumento na salivação e melhore o paladar, ajudando em sua recuperação. A intensidade da dor é variável em cada paciente, mas, de maneira geral, essas úlceras (aftas) comprometem a mastigação de alimentos, levando, muitas vezes, à alimentação por sonda, e dificultam até a fala”, explica Daiane Thais Meneguzzo, coordenadora dos cursos de Especialização e Capacitação em Laser da Faculdade de Odontologia São Leopoldo Mandic, de Campinas.


Segundo a especialista, a intensidade da mucosite pode ser um fator limitante, obrigando até mesmo a interrupção do tratamento oncológico e dificultando o controle da doença. Os tratamentos convencionais são paliativos e de eficácia bastante inferior aos benefícios alcançados pela laserterapia.


“A luz laser de baixa intensidade atua de forma indolor, alivia a dor e não apenas promove a aceleração da cicatrização das úlceras como, ainda, previne futuros episódios de mucosite oral”, explica.


Avaliação bucal


Daiane orienta os pacientes que serão submetidos ao tratamento oncológico para que consultem um cirurgião-dentista antes do início da quimioterapia ou da radioterapia para a avaliação da sua saúde bucal, visando, no caso do aparecimento da mucosite oral, a utilização da laserterapia para o tratamento ou prevenção de lesões.


De acordo com o INCA - Instituto Nacional do Câncer -, o Brasil deve registrar 489.270 novos casos de câncer neste ano, sendo 236.240 casos novos para o sexo masculino e 253.030 para sexo feminino. As neoplasias (tumores) malignas constituem-se a segunda causa de morte na população brasileira, representando quase 17% dos óbitos de causa conhecida.


A laserterapia vem sendo realizada desde 2008 pelo Centro de Tratamento de Doenças da Boca da Faculdade da Faculdade São Leopoldo Mandic, em Campinas. Nesse período, somente 20 pacientes procuraram esta modalidade de tratamento.


O atendimento gratuito é feito aos pacientes que procuram pela faculdade, são encaminhados por profissionais ou que já estão em tratamento na própria faculdade. Para o atendimento é necessário o agendamento por meio do telefone (19) 3211-3700, de segunda a sexta, das 8h às 18h.


A Faculdade de Odontologia São Leopoldo Mandic oferece todos os tipos de atendimentos com laserterapia e laser cirurgia (junto ao Centro de Tratamento de Doenças da Boca) voltados para a Odontologia. Segundo Daiane Thais Meneguzzo, coordenadora de cursos na área, os alunos de graduação em Odontologia contam, no último semestre, com 40h/aula de laser, abordando a laserterapia, laser cirurgia, clareamento dental com luz, diagnóstico óptico e terapia fotodinâmica, o que os prepara e os diferencia para o mercado de trabalho. No centro de pós-graduação da SLMandic são oferecidos os cursos de Especialização em Laser e Capacitação em Laser. Os cursos são teóricos/clínicos e reconhecidos pelo MEC - Ministério da Educação. “Os cursos são indicados principalmente para profissionais que já possuem o equipamento laser e desejam aprender melhor suas aplicabilidades e conceitos”, indica Daiane.


A capacitação do profissional na área é fundamental para que o paciente possa usufruir de todos os benefícios que o laser oferece. “A grande dificuldade na laserterapia não está no manuseio dos equipamentos, que estão cada vez mais simplificados e portáteis, mas na dosimetria, ou seja, saber a dose a ser irradiada em cada situação clínica e adequá-la para cada paciente. Esta dose pode variar de acordo com a lesão, paciente e equipamento utilizado. Apenas o profissional capacitado terá resultados clínicos satisfatórios. Um exemplo é o tratamento da herpes, cujas vesículas podem até ser agravadas se uma dosagem errada de laser for aplicada”, diz Daiane Meneguzzo.


Aplicações


A laserterapia é indicada para acelerar a cicatrização, modular a inflamação, promover analgesia (alívio na percepção da dor) e, quando associada a um corante, tem ação antimicrobiana. Por isso, é utilizada em praticamente todas as especialidades odontológicas. “Em cirurgias orais, por exemplo, a laserterapia complementa a técnica convencional, melhorando o pós-operatório, diminuindo a dor e o edema e acelerando a cicatrização. No entanto, outros tratamentos já são realizados com o uso exclusivo do laser, como a prevenção e o tratamento de aftas e herpes simples, neuralgia do trigêmio (tipo de dor que afeta o 5º nervo do crânio, que inerva a maior parte dos tecidos orais e faciais), parestesias, paralisias faciais (sensações estranhas, como entorpecimento, formigueiro e dor), xerostomia (secura da boca) etc.”, explica Daiane Meneguzzo.


Por meio da laserterapia, além da mucosite oral, o dentista pode realizar os seguintes tratamentos: hipersensibilidade dentinária; aceleração da cicatrização, redução do edema e analgesia pós-cirúrgica (exodontias, implantodontia, cirurgias periodontais e endodônticas); disfunção da ATM (articulação têmporomandibular) com efeito analgésico, antiinflamatório e relaxante muscular; prevenção e tratamento da herpes simples e aftas recorrentes; tratamento de estomatite herpética primária; cicatrização e estimulação das glândulas salivares (para casos de xerostomia: falta de saliva); estimulação da movimentação ortodôntica e redução da inflamação e dor pós ativação do aparelho ortodôntico; tratamento de lesões nervosas: parestesia, neuralgia do trigêmio e paralisia facial; ação antiinflamatória e de cicatrização pós-raspagem periodontal e pós-instrumentação endodôntica; ação antimicrobiana em bolsas periodontais e canais radiculares - quando utilizada a técnica Terapia Fotodinâmica (PDT), que associa o laser vermelho com um corante fotossensível; tratamento de alguns tipos de disgeusia (alteração de paladar); aceleração da osseointegração na implantodontia; neoformação e bioestimulação óssea em defeitos ósseos; aumento da microcirculação local, sendo favorável na enxertia e em tecidos com falta de suprimento sanguíneo.


www.segs.com.br

segunda-feira, 28 de novembro de 2011

Tratamento ortodôntico também e viável para pacientes idosos


Pesquisa mostra que o paciente idoso apresenta várias diferenças quando comparado ao jovem, mas, quando o tratamento é bem indicado e o paciente está esclarecido e motivado, os resultados são bastante satisfatórios.
De acordo com o IBGE, a expectativa de vida do brasileiro, que em 2004 era de 70,4 anos ao nascer, deve alcançar em 2050 o patamar de 81,3 anos, mesmo nível atual do Japão, primeiro país do mundo em esperança de vida. Como conseqüência, a cada dia um maior número de idosos, com 60 anos ou mais, se preocupa com os cuidados com a saúde e a estética. Neste aspecto está envolvida a classe odontológica que, como mostram Karyna do Valle-Corotti e equipe da Universidade de São Paulo em um estudo sobre o assunto, vem aprimorando seus conhecimentos e desenvolvendo novos materiais, para atender este público cada vez mais preocupado com a sua aparência e seu bem-estar.
De acordo com artigo publicado na edição de março/abril de 2008 da Revista Dental Press de Ortodontia e Ortopedia Facial, “a Odontogeriatria ou Odontologia Geriátrica consiste no ramo da Odontologia que enfatiza o cuidado bucal da população idosa, especificamente do atendimento preventivo e curativo de pacientes com doenças ou condições de caráter sistêmico e crônico, associadas a problemas fisiológicos, físicos ou psicológicos”.
Segundo os pesquisadores, o paciente idoso apresenta, geralmente, perdas dentárias, próteses, restaurações extensas, alteração no tecido ósseo de suporte, sendo encaminhado ao ortodontista para um tratamento auxiliar a uma reabilitação bucal ou em casos de envolvimento estético, onde não estão indicados procedimentos restauradores. “Neste caso torna-se primordial um planejamento multidisciplinar com bom relacionamento entre os profissionais envolvidos, observando as necessidades do paciente, as limitações do caso e os objetivos do tratamento, sempre considerando a motivação do paciente para este tratamento”, afirmam no artigo.
De acordo com Karyna e sua equipe, os resultados mostram que o tratamento ortodôntico representa uma intervenção viável na atuação odontogeriátrica, desde que realizado com forças suaves, considerando as limitações de cada caso e respeitando as características inerentes a esta atuação. “A movimentação ortodôntica no paciente com mais idade depende, principalmente, de um planejamento bem realizado, com objetivos precisos, a fim de realizar um tratamento ortodôntico simplificado, pois existe uma dificuldade deste paciente em tolerar o uso de aparelhos por períodos prolongados. No entanto, existem algumas limitações que devem ser consideradas durante o plano de tratamento, como enfermidades sistêmicas avançadas, uso de medicamentos, má condição de saúde bucal, quantidade de osso alveolar, falta de motivação do paciente e impossibilidade de obtenção de estabilidade oclusal após a terapia ortodôntica”, destacam.
Agência Notisa

Odontologia sistêmica cuida dos dentes e dos males de outras partes do organismo




Na infância, o policial civil Sávio Glória Pontes, hoje com 22 anos, vivia no médico por causa de uma rinite alérgica. Com a chegada da adolescência, vieram os problemas de estômago. E, há cerca de três anos, começaram os estalos na boca. O rapaz foi a vários ortodontistas, mas, como eles só se preocupavam com a questão estética, o policial acabava deixando de lado os tratamentos propostos.
Foi quando um colega sugeriu a Sávio procurar um profissional de odontologia sistêmica - ramo que considera o corpo em sua totalidade e não cuida da boca como se ela fosse isolada do resto do organismo. Mesmo com um pé atrás, o jovem decidiu dar um voto de confiança e usou os aparelhos ortodônticos recomendados pelo especialista. Hoje, livre dos estalos na boca, com uma postura melhor e mais bem disposto, o policial dá o braço a torcer. ''Foi uma surpresa: o tratamento trouxe alívio até para os problemas respiratórios e digestivos'', admira-se.
Sávio viu na prática que cuidar da saúde da boca traz benefícios para o organismo todo. E isso não deve causar espanto. Afinal, nosso corpo é um sistema, um conjunto de elementos integrados entre si. Essa integração é especialmente nítida no sistema músculo-esquelético. ''Quando o encontro da arcada superior com a inferior não ocorre da forma correta, nervos e músculos sofrem compressões que podem dar origem a dores de cabeça e nas costas'', explica o cirurgião-dentista Newton Nogueira de Sá, especialista em ortodontia e em ortopedia dentofacial.
Problemas no posicionamento da mandíbula podem gerar desequilíbrios na articulação têmporo-mandibular - que fica perto da orelha, onde as arcadas dentárias se encontram. Isso modifica a posição da cabeça e produz alterações evidentes na coluna cervical. Mas, às vezes, a reação se estende por toda a coluna vertebral, que fica com desvios. ''Até o comprimento das pernas pode ser alterado'', afirma Roseli Luppino Peres, presidente da Sociedade Brasileira de Odontologia Sistêmica em São Paulo.
A funcionária pública Célia Maria de Souza, de 52 anos, confirma as teorias da odontologia sistêmica. Afinal, foi através delas que Célia corrigiu sua mordida e se viu livre das terríveis dores na face que acabavam com sua concentração no trabalho. O alívio foi quase imediato: após 15 dias usando um aparelho móvel, as dores já não a incomodavam tanto. Hoje, dois anos depois, a funcionária pública não sente mais nenhum incômodo na face e, de quebra, as de dores de cabeça e nas costas diminuíram consideravelmente. E os resultados não pararam por aí. ''Acertei as arcadas e ganhei de brinde uma fisionomia muito mais jovial. Todo mundo pergunta se fiz plástica'', diverte-se. A história de Célia demonstra que a estética anda de mãos dadas com a parte funcional dos dentes. ''Se a estética não for considerada, o paciente pode se tornar inseguro e introvertido'', diz a odontóloga Telma Rocha.
Já no caso de Sávio, o maior benefício foi o aumento da parte interna da boca. Os dois aparelhos ortodônticos que usou ampliaram sua cavidade bucal, garantindo melhor oxigenação do organismo todo. Não é balela. Quando falta espaço na boca, a língua pode ser posicionada mais para trás, estreitando o espaço por onde passa o ar vindo do nariz. Resultado: o volume de oxigênio que entra no organismo fica menor.
Para compensar esta alteração, a pessoa vai respirar de forma acelerada, e é comum passar a inspirar também pela boca. Tal estratégia de adaptação faz com que as vias respiratórias fiquem ressecadas e com fissuras, uma das causas da rinite alérgica. Por outro lado, pode acontecer de o aparelho respiratório produzir grande quantidade de muco para se proteger: haverá coriza, entupimento do nariz e até repercussões mais graves que estariam entre as causas da asma. ''Além disso, quando a respiração acelera, a freqüência cardíaca pode aumentar e gerar problemas circulatórios'', comenta o cirurgião-dentista Agné Cervo Peres, especialista em ortopedia funcional dos maxilares.
A falta de espaço na cavidade bucal também interfere na digestão - que, vale lembrar, começa na boca. Se não tiver espaço suficiente, as glândulas salivares ficam comprimidas e deixam a saliva mais ácida, o que compromete todo o processo digestivo. A alteração do pH da saliva também agrava a placa bacteriana e pode provocar doenças no periodonto, que compreende as gengivas, os ossos e fibras e tecidos ligados aos dentes.
A relação entre a boca e a saúde do resto do organismo é uma via de mão-dupla: distúrbios pelo corpo também se manifestam na cavidade bucal. Bactérias que causam inflamações no periodonto, por exemplo, podem cair na corrente sangüínea ou lançar no sangue substâncias tóxicas. ''Tanto os microrganismos quanto suas toxinas podem contribuir para a formação de placas gordurosas nos vasos, abrindo portas para doenças no coração e no cérebro'', diz o periodontista Luiz Fernando de Araújo. Já distúrbios como diabetes podem trazer prejuízos para a boca. A taxa de glicose alta, por exemplo, pode afetar a irrigação sangüínea da gengiva e reduzir a capacidade de defesa contra microrganismos. Desta forma, o paciente fica vulnerável a doenças na boca. E diversos estudos têm mostrado que, se essas enfermidades na boca não forem devidamente tratadas, o paciente terá dificuldade para controlar o nível de açúcar no sangue.
Não é à toa que hoje existe uma tendência de trabalho conjunto entre dentistas, médicos e outros profissionais de saúde. ''Prova disso é o fato de haver um gabinete dentário totalmente equipado dentro da enfermaria de clínica médica do hospital da Universidade Federal de São Paulo'', exemplifica o médico Antônio Carlos Lopes, presidente da Sociedade Brasileira de Clínica Médica. O dentista Paulo Murilo da Fontoura, presidente da Associação Brasileira de Odontologia no Rio, faz coro: ''parece ter chegado a hora de unirmos os avanços científicos das diversas especialidades médicas e odontológicas''.
JB Online

segunda-feira, 17 de outubro de 2011

Primeira Visita ao Dentista








O profissional especialista em cuidar dos dentes da criança é o Odontopediatra. Normalmente ele cuida de crianças de 0 a 12 anos de idade.
A primeira visita da criança ao consultório deve ser a mais calma e tranqüila possível, pois a primeira impressão é a que fica, e se a criança teve um bom atendimento na primeira sessão ela procurará colaborar nas demais e isso será bom tanto para o dentista, como para a criança e os pais.

Há mais dentistas com medo de crianças do que crianças com medo de dentistas. Então, quando o pai ou a mãe for levar seu filho ao dentista, a primeira coisa que eles devem observar é se o dentista gosta de crianças. A criança capta as coisas com muita facilidade e não adianta tentarmos enganá-las; a melhor política é já na primeira sessão conversarmos francamente com ela sobre como será feito o tratamento dentário.
Mesmo que a criança não se apresente com nenhuma cárie nos dentes, seria bom os pais levarem-na ao consultório dentário, para os primeiros contatos da criança com o dentista.
Infelizmente, ainda hoje, muitos pais só levam seus filhos ao consultório do dentista, quando a criança se apresenta já com algum problema bucal. Os dentes de leite cariam, provocam dor, infeccionam tanto quanto os permanentes, se não forem cuidados adequadamente.
Quando a criança deve começar a escovar os dentes? Desde que apareça dente na arcada, esses dentes devem ser limpos, não necessariamente com uma escova dentária, mas com uma gaze esterilizada ou a ponta de uma fralda limpa.
Os pais devem fazer o possível para escovar os seus próprios dentes perto das crianças, para iniciá-las desde cedo nesse hábito.
A escovação deve ser realizada pelos pais, pelo menos até a criança atingir a idade de 7 anos. Observar também se a criança não está ingerindo pasta dental, pois será prejudicial ao seu organismo. Passar o fio dental é importantíssimo e deve ser realizado também pelos pais.

Sobre a alimentação da criança, até a idade de 6 meses, pelo menos, a mãe deve fazer o possível para amamentá-la no peito, pois o leite materno é o alimento mais importante para a criança dessa idade.

Informações do dr. José Donizetti Vieira
Cirurgião – Dentista



terça-feira, 27 de setembro de 2011

Você tem bruxismo?

O termo ?bruxismo? refere-se ao hábito de pressionar e ranger os dentes presente em muitos adultos e crianças durante toda a vida. O bruxismo ocorre quando os dentes entram em contato de maneira forçada, quer esse contato seja silencioso ou produza sons, especialmente durante o sono.

Por que isso ocorre?

Muitos médicos e dentistas podem desconhecer a causa, mas o bruxismo pode ocorrer devido ao estresse psicológico experimentado pelas pessoas no dia-a-dia. O estresse pode ter sua origem em fatores internos e externos. Os fatores internos podem ser os alimentos que você consome, seu nível de preparo físico, sua estabilidade emocional, estado de saúde geral, nível de bem-estar e o número de horas que você dorme todas as noites. Os fatores externos relacionados com o estresse psicológico têm a ver com o ambiente em que você vive, sua interação com as pessoas quando está em casa e a maneira em que você enfrenta os desafios do dia-a-dia.

O impacto do bruxismo na boca

As consequências do bruxismo são:

  • Desgaste do esmalte dentário e até mesmo da dentina;
  • Quebra dos dentes e próteses;
  • Sensibilidade dentinária;
  • Dor e mobilidade dos dentes;
  • Dor facial devido à força com que os músculos maxilares são pressionados;
  • Dor de cabeça;
  • Fadiga facial geral;
  • Dor na articulação temporomandibular .

Tratamento

Os portadores de bruxismo devem procurar a ajuda de um dentista/especialista para determinar a causa do problema. O dentista pode recomendar o uso de placas oclusais para evitar a pressão ou o ranger de dentes durante o sono. Além disso, o dentista pode sugerir formas de reduzir o estresse e, portanto, o nível de bruxismo. Você pode também evitar alimentos como chocolate e bebidas que contenham cafeína e álcool. Evite mastigar com muita força e peça a seu dentista ou cirurgião maxilofacial que lhe indique alguns exercícios para relaxar os músculos maxilares durante o dia. Se seu caso dor de um bruxismo for mais severo, o especialista pode recomendar o uso de placa oclusal, assim como prescrever medicamentos para que você relaxe ou durma melhor. Seu dentista pode ajudá-lo a descobrir causa e a amenizar este problema.

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